28 de outubro de 2020

RACING BRASIL

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A tranquilidade de um final de semana sem prova na F1 foi interrompida com o anúncio da Honda de que deixará a categoria no final de 2021.

A decisão do fabricante japonês causará, sem dúvidas, uma reviravolta inesperada na Fórmula 1. A Honda é fornecedora dos motores, também chamados de unidade de potência, para a Red Bull Racing e sua irmã menor Alpha Tauri. Sem os motores japoneses, é preciso encontrar um novo fornecedor à altura para a temporada de 2022, mas as opções não são muito agradáveis.

Quando retornou à Fórmula 1, em 2015, com a equipe McLaren, a intenção era reviver os momentos de glória da antiga parceria que conquistou títulos de construtores e pilotos com a dupla Senna e Prost.

Com A RBR, a Honda conseguiu alcançar a maioria de seus objetivos entregando um motor potente e confiável. O próximo passo seria aprimorar ainda mais a unidade de potência e lutar para conseguir mais um campeonato.

Segundo a Honda, a decisão foi tomada porque a indústria automobilística passa por um “período de grande transformação que ocorre uma vez em cem anos” e que partirá “tendo conseguido atingir seu objetivo de conquistar vitórias”. Mas, todos sabemos que o objetivo principal ia muito além de vitórias.

A decisão final, que partir do conselho da fábrica japonesa a pandemia Covid-19, também, colocou extrema pressão sobre os negócios automotivos globais, tornando cada vez mais difícil para o conselho da Honda continuar a sancionar fundos significativos que estão sendo canalizados para o projeto de automobilismo da F1.

A Honda informou que “continurá trabalhando junto com a Red Bull Racing e a Scuderia AlphaTauri para continuar competindo com seu máximo esforço e buscar mais vitórias até o final da temporada de 2021”.

A Honda já havia informado à família Red Bull em agosto que a empresa estava reavaliando sua estratégia de longo prazo e sua participação na Fórmula 1 após o final de 2021, quando seu contrato atual com a Red Bull e AlphaTauri expira.

Mas, ainda no final de setembro, as equipes foram avisadas sobre a decisão final do conselho japonês, dando alguns dias para que pudessem refletir sobre a decisão, antes que fosse anunciada publicamente na data de hoje, 02 de outubro.

Diante do anuncio, Christian Horner disse que “a Red Bull usará o tempo que nos foi concedido para avaliar e encontrar a solução de unidade de energia mais competitiva para 2022 e além.”

Mas quais serão os reflexos desta decisão e como isso irá afetar a Red Bull, a Alpha Tauri e, principalmente, Max Verstappen para as próximas temporadas?

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