31 de outubro de 2020

RACING BRASIL

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Depois do anúncio bombástico e inesperado da saída do fabricante japonês da F1, quais serão os reflexos e consequências para pilotos e equipes, que utilizavam seus motores, para as próximas temporadas?

Antes de tudo precisamos ressaltar que as equipes, incluindo Red Bull e Alpha Tauri, assinaram o Acordo de Concorde que compromete as equipes até o final da temporada de 2025.

Quais são as consequências para o próximo ano?

Segundo a Honda, sua saída não prejudicará as equipes para a temporada de 2021. Segundo Takahiro Hachigo, presidente, CEO e diretor representante da Honda, a sua meta é vencer o Campeonato Mundial de F1 do ano que vem antes de deixar a categoria.

Os japonêses continuarão a trabalhar na unidade de potência durante o próximo ano, no entanto, sem nenhum motor para desenvolver no final de 2021, é natural que haja algum impacto no desempenho.

Outro ponto é que os motores para a temporada de 2022 já precisam iniciar seu desenvolvimento em 2021. Portanto, é crucial que a Red Bull e Alpha Tauri já tenham um novo fornecedor ainda no próximo ano.

Quem será o fornecedor da Red Bull e Alpha Tauri em 2022?

Segundo as regras atuais que regem a Fórmula 1, a Renault é obrigada a fornecer seus motores para as equipes afetadas, uma vez que possuem, atualmente, um número menor de clientes. Portanto, a montadora francesa seria a primeira opção.

A segunda opção seria se RBR, Alpha Tauri e Renault não entrarem em um acordo e convencerem Ferrari ou Mercedes a serem seus novos fornecedores. Essa tentativa já foi feita no passado, porém, não obteve sucesso. Se o acordo voltar a não ocorrer as equipes voltam a ficar nas mãos da Renault.

Como fica o futuro de Verstappen com a saída da Honda?

Max e Honda tinham uma sintonia de sucesso! O piloto holandês, a RBR e a fábrica japonesa cresceram muito com a parceria que prometia grandes conquistas futuras. Mas com a saída da Honda o futuro de Verstappen pode mudar.

Com contrato até o final de 2023, Max pode avaliar outras opções e a saída da RBR pode ser algo inevitável, principalmente se a única opção viável for a Renault. Max não tem um bom relacionamento com o fornecedor francês e isso pode prejudicar qualquer tentativa de acordo de permanência.

Especulando um pouco, é possível que o contrato entre Max e RBR pode possuir cláusulas que lhe permitam sair caso a equipe não lhe forneça condições de lutar pelas primeiras posições.

Se isso acontecer e Max decidir abandonar a sua atual equipe, quais seriam as opções? Ferrari já tem contrato com LeClerc e Sainz. Mercedes deve assinar com Hamilton por mais alguns anos, deixando livre o acento de Bottas. Mas Lewis aceitaria Verstappen ao seu lado, sabendo que o holandês não se submeteria a ser seu fiel escudeiro?

Muitas coisas podem acontecer nos próximos meses. Com certeza, a decisão da Honda terá reflexos até então inimagináveis.

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