28 de outubro de 2020

RACING BRASIL

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Uma carta enviada pelo chefão da F1, Chase Carey ao atual governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, foi o estopim para uma campanha que começou no twitter e se espalhou por outras nas redes sociais, contra a construção do autódromo de Deodoro. Em pouco mais de 24 horas, mais de 20 mil pessoas, entre eles fãs do automobilismo, já haviam assinado a petição.

Nesta terça-feira (06) o assunto, que tem a hashtag BrazilSaysNoToDeforestation (Brasil diz não ao desmatamento), ganhou força e já é um dos mais comentados na rede social Twitter – #BrazilSaysNoToDeforestation.

O perfil do Twitter SAVE CAMBOATÁ @savecamboata criada por fãs da Fórmula 1 no Brasil é um dos grupos que lutam para que a construção e o desmatamento não ocorram.

O local onde o autódromo pode ser construído fica dentro de uma área chamada de Floresta de Camboatá. Uma região de Mata Atlântica, junto à uma reserva ambiental.

Segundo texto da petição intitulada “SOS Floresta do Camboatá – Diga não ao autódromo do Rio de Janeiro” – diz que “A Floresta de Camboatá, em Deodoro, é o último lugar de Mata Atlântica de áreas planas do Município do Rio de Janeiro, com nascentes e áreas úmidas, onde no período de cheias ressurgem os peixes rivulídeos, conhecidos como peixes das nuvens – por reaparecem com as chuvas. E ela precisa ser protegida!”

A petição continua: “Trata-se de uma região única, com um ecossistema equilibrado, que pode desaparecer se sofrer as intervenções necessárias para a instalação do autódromo.
Por isso, por ser único, este paraíso ecológico, pedra preciosa, tesouro ambiental, precisa ser preservado!”

O Brasil possui, além de Interlagos, vários outros autódromos que poderiam receber a Fórmula 1. Locais que já possuem uma boa infraestrutura e, com as reformas e homologações necessárias, poderiam substituir o autódromo paulista.

Mas a intenção do Grupo Rio Motorsport, que adquiriu os direitos de transmissão da Fórmula 1 é levar as provas da categoria para o novo autódromo, como consta na carta enviada por Carey ao governador do Rio.

Porém, o projeto ainda não saiu do papel e, dificilmente saíra, o que poderá causar sérios problemas para que o Brasil volte a receber provas da F1.

Com a decisão da Liberty Media de não renovar o contrato com São Paulo e apostar suas fichas no Autódromo de Deodoro, se as autorizações e licenças não saírem, o que é bem provável que aconteça, o Brasil ficaria de fora da F1 por um período indeterminado.

Em Maio de 2012, após reunião em Brasília entre o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, e representantes do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Prefeitura, ficou definido que a construção do autódromo começaria em Janeiro de 2013. Em Julho do mesmo ano foi levantado um problema de segurança. O local escolhido (uma área militar) poderia esconder minas, granadas e bombas. De forma que a obra só poderia ter início após a conclusão das investigações ao terreno, provando a segurança do local. Em Novembro, o Ministério do Esporte e o Exército Brasileiro anunciaram o projeto de construção do autódromo.

Passados sete anos desde o anúncio de intenção de construção alguns processos licitatórios e licenças ambientais ainda não foram concluídos. O uso da área cedida pelo Exército foi condicionado à construção e entrega de um novo autódromo de padrão internacional.

A construção de um autódromo que atenda os padrões e requisitos de segurança da FIA podem levar entre 2 ou 3 anos, até que todo o processo de homologação aconteça. Isso significa que, caso a F1 não volte para São Paulo, ela retornaria ao Brasil apenas em 2023.

https://www.obugio.org.br/petitions/sos-floresta-do-camboata-diga-nao-ao-autodromo-no-rio-de-janeiro

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