25 de outubro de 2020

RACING BRASIL

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No GP de Efiel a Mercedes pode ver uma Red Bull, com Max Verstappen, muito forte e que poderia ameaçar a liderança de Hamilton, tanto que Lewis comentou no final da corrida que a RBR está chegando muito próximo da Mercedes, mas o DAS pode ter sido decisivo para o inglês vencer e igualar o recorde de Michael Schumacher.

Antes de tudo precisamos entender o que é e como funciona o DAS, um sistema que gerou muita polêmica e protestos quando foi apresentado pela Mercedes durante os testes de Barcelona, na pré-temporada.

O DAS funciona com o piloto empurrando e puxando o volante, para fente e para trás, esta ação faz uma pequena mudança no ângulo de convergência das rodas dianteiras do carro. Isso ajuda a diminuir o desgaste dos pneus e, principalmente, faz com que a temperatura ideal seja atingida com mais facilidade.

Em uma situação tão extrema como se viu na Alemanha, com temperaturas tão baixas, o DAS ajudou Hamilton a manter a temperatura dos pneus próximas do ideal com muito mais facilidades que os demais pilotos. Isso ficou muito claro durante a relargada, quando Hamilton conseguiu abrir uma grande vantagem sobre os demais, principalmente em relação à Max que vinha colado atrás da Mercedes.

Mas, ao contrário do resto do pelotão, o líder da corrida Lewis Hamilton tinha o DAS para ajudar com o problema de temperatura e garantir que ele fizesse a reinicialização perfeita para manter uma vantagem duradoura sobre Max Verstappen.

O DAS, de acordo com o estrategista-chefe da Mercedes, James Vowles, “se destacou” – “É justo dizer que usamos o DAS mais do que nunca neste fim de semana. Nos treinos livres, no trabalho de uma volta única, na qualificação, mas também durante a corrida. Em termos de onde o usamos na corrida foi na volta de formação, mas também quando estávamos atrás do Safety Car.

“Onde tivemos uma série de voltas circulando com pneus que estavam ficando cada vez mais frios. Acho que é justo dizer que o DAS foi um fator que contribuiu para o nosso reinício ser tão bom e realmente se destacar neste fim de semana.”

Diante das declarações de Hamilton sobre a evolução e melhora da Red Bull e de James Vowles alegando que o DAS foi decisivo para manter a liderança de Lewis, seria possível vermos uma RBR disputando a primeira posição nas próximas corridas?

O que vimos na Alemanha pode se repetir nas corridas restantes?

A RBR realmente evoluiu tanto assim ou foram as baixas temperaturas e características da pista e da corrida que levaram Max ao excelente desempenho em Nurburgring?

São perguntas que só serão respondidas a partir do GP de Portugal, no dia 25 de outubro em mais uma pista nova para os pilotos, o Autódromo Internacional do Algarve – Portimão.

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