28 de novembro de 2020

RACING BRASIL

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A Fórmula 1 divulgou uma prévia do que pode ser a temporada 2021. A intenção, para o próximo ano, é cumprir um calendário de provas mais próximo do que todos estão acostumados, uma vez que a temporada atual foi prejudicada em decorrência da pandemia de Covid-19.

Porém, pelo menos dois GP’s estão sob dúvida, o GP do Brasil e o GP da Arábia Saudita.

Arábia Saudita

A Arábia Saudita deve fazer sua estreia no calendário da Fórmula 1 no próximo ano com uma corrida em um circuito de rua em Jeddah.

A opção pelo circuito de rua foi levantada enquanto uma nova pista construída para esse fim em Qiddiyah é concluída, com previsão de término apenas em 2023.

Porém a F1 espera muitas críticas sobre a decisão de correr na Arábia Saudita por causa do histórico do país em direitos humanos. A Amnistia Internacional do Reino Unido disse que o Grande Prémio da Arábia Saudita seria “parte dos esforços em curso para limpar o histórico abismal de direitos humanos do país”.

“As autoridades sauditas aparentemente ainda veem o esporte de elite como um meio de reformular sua reputação severamente manchada”, disse o chefe de campanhas, Felix Jakens.

Não é o primeiro esporte internacional a realizar um evento no país; golfe, tênis e boxe são todos disputados na Arábia Saudita, e a série totalmente elétrica de Fórmula E tem o país em seu calendário desde 2018.

Um porta-voz da F1 enfatizou que o calendário ainda não foi anunciado oficialmente, mas disse: “Por décadas, a F1 tem trabalhado duro para ser uma força positiva em todos os lugares em que compete, incluindo benefícios econômicos, sociais e culturais.”

Brasil

O GP do Brasil é uma outra “pedra no sapato” da Fórmula 1. Depois de decidir não renovar o contrato com o autódromo de Interlagos – São Paulo – a categoria havia anunciado a cidade do Rio de Janeiro como sede da corrida brasileira, como parte do acordo firmado entre a Liberty Media e a Rio Motorsport.

Porém a construção do autódromo carioca sequer saiu do papel e está envolvido em vários problemas de licença ambiental, inclusive com o pedido de suspensão da construção por parte do Ministério Público.

Isso pode atrasar, ainda mais, o início da construção do autódromo e, dependendo dos pareceres dos órgãos ambientais, talvez nem sai do papel. Mas, mesmo que a construção seja liberada pode não haver tempo hábil para a finalização, testes e homologações exigidas pela FIA.

Caso não seja encontrada uma outra solução, o Brasil pode ficar mais alguns anos sem receber uma etapa da categoria.

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