28 de novembro de 2020

RACING BRASIL

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O piloto da Honda e da Red Bull, Yuki Tsunoda, teve seu primeiro gostinho das máquinas da Fórmula 1 nesta quarta-feira (04) em Imola, quando pilotou a AlphaTauri de 2018. O jovem piloto japonês se mostrou surpreso com o imenso desafio físico ao pilotar um F1.

Tsunoda, atualmente terceiro no campeonato de F2, é um dos fortes candidatos a ocupar uma vaga no grid da Fórmula 1 na próxima temporada, com especulações de que ele poderá substituir Daniil Kvyat na equipe italiana. A Red Bull organizou o teste de Imola para que ele acumulasse os 300 km obrigatórios necessários para obter a Super Licença básica que lhe permite dirigir em sessões de FP1.

O piloto japonês alcançou essa distância com facilidade, acrescentando que embora os aspectos de direção tenham sido os esperados, o esforço físico – especialmente no pescoço – foi mais forte do que imaginava – e ele prometeu aumentar seu treinamento para ficar mais forte antes de sua próxima experiência em um carro de F1.

“Eu esperava que fosse um pouco menos difícil do ponto de vista físico, especialmente do pescoço… Na minha vida, mesmo na Fórmula 2 eu não sinto muito o pescoço e meu pescoço é muito forte, mas depois que dirigi o carro de Fórmula 1 foi muito difícil.”

“Foi difícil, principalmente nas zonas de frenagem… Portanto, preciso fazer muito treinamento até a próxima sessão ou próximo evento que pilote a Fórmula 1, para me preparar muito. ”

Ele acrescentou: “Você sente inicialmente uma grande potência do motor que não sinto muito na Fórmula 2. Acho que a potência é mais do que eu esperava.”

A primeira sessão estava chovendo, mas mesmo na chuva houve um desempenho muito, muito grande quando se começa a acelerar, mesmo em condições molhadas foi mais do que eu sentia na Fórmula 2 em condições secas. Então essa foi a maior surpresa para mim.”

Tsunoda deve participar de pelo menos uma sessão de FP1 este ano, provavelmente em uma das corridas do Bahrein – quando a F2 também estará na programação ou no final da temporada em Abu Dhabi.

“Se eu pilotar um treino livre [de F1] no Bahrein preciso me adaptar rapidamente a cada carro. Há uma grande diferença entre F2 e F1. Vai ser um fim de semana desafiador. Também tenho que juntar toda a minha experiência com a F2. Vai ser um grande desafio se eu dirigir F1 FP1.”

Tsunoda atualmente está em terceiro lugar na classificação da F2 com duas rodadas para o fim. Desde que termine entre os cinco primeiros, ele ganhará pontos suficientes para obter uma Super Licença de corridas de F1, abrindo caminho para que ele seja parceiro de Pierre Gasly na próxima temporada em AlphaTauri.


Reportagem: César Cruz – Racing Brasil CEO

Fonte: e Fotos: F1 Oficial

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