Abu Dhabi, um GP de despedidas, reencontros e novas oportunidades.

O GP de Abu Dhabi marca o encerramento da temporada da F1 e, neste ano atípico e “maluco” que todos viveram, em virtude da pandemia de Covid-19, será um momento de celebrar e comemorar.

Há muito o que se comemorar…

A realização da temporada de 2020 que, na prova de abertura, na Austrália, se vivia a incerteza, as dúvidas e o temor que toda a temporada pudesse ser suspensa. Com um calendário totalmente diferente, baseando as provas na Europa e em pistas até então desconhecidas a organização da F1 conseguiu realizar uma temporada inesquecível.

As quebras de recordes históricos e o heptacampeonato de Lewis Hamilton coroaram o talento do inglês e o consagraram como um dos melhores pilotos de todos os tempos, ao lado de Senna, Schumacher, Fangio, Prost, Piquet e muitos outros.

Os novos talentos, o ressurgimento e a conquista…

Gasly ressurgiu e subiu ao ponto mais alto do pódio depois de ser “rebaixado” pela RBR para a Alpha Tauri.

A conquista inédita de Sérgio Perez que venceu pela primeira vez na carreira depois de cair para a última posição e fazer uma corrida de recuperação fantástica.

O mais novo talento em evidência na F1, George Russell, que mostrou competência ao assumir o lugar do heptacampeão Lewis Hamilton, quando muitos achavam que ele não aguentaria a pressão, o jovem inglês deu um show na pista mostrando toda sua capacidade e potencial.

O momento de reencontro…

Com a volta de Hamilton, George Russell volta à sua equipe de origem, a Williams, agora sob os holofotes de jornalistas equipes rivais que querem assinar contrato com a sensação do momento.

Novas oportunidades…

Pietro Fittipaldi terá, em Abu Dhabi, uma nova chance de mostrar que pode estar em uma das vagas disponíveis para as próximas temporadas. Mesmo em um carro fraco, a Haas, se conseguir superar Magnussen e fazer uma corrida consistente e sem erros as chances de Pietro podem aumentar e assim brigar por uma vaga, provavelmente, em 2022.

Muitas despedidas…

Magnussen, Grosjean, Perez, Vettel, Sainz… Alguns se despedem de uma equipe e vão para outra. Outros dão adeus à F1, pelo menos por enquanto.

Mas a maior celebração de todas será a VIDA!

Romain Grosjean renasceu após o terrível acidente que sofreu, saindo do carro em chamas com apenas algumas queimaduras. Esta será, certamente, a maior celebração de todas durante o final de semana em Abu Dhabi. A vida de Grosjean e a de todos que sobreviveram a um ano marcado por uma pandemia que assustou o mundo.


Texto: César Cruz / Racing Brasil

Fotos: F1


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